Missa em Ação de Graças pelo Ano da Vida Consagrada

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Jornal Testemunho de Fé – 20 a 26 de setembro de 2015 – Digital

Clique na Imagem para acessarTestemunho de fé 20 de setembro

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Uma história vocacional que tem início no seio de uma família simples e religiosa

irmãsSou irmã Alice e minha história vocacional começa na cidade de Calçado-PE, no seio de uma família simples e religiosa. Quando ainda criança minha mãe me educou na fé com seu testemunho e orações. Sentia-me atraída por Deus, mas não tinha dentro de mim a intenção de ser religiosa consagrada. Sonhava em casar, ter filhos e trabalhar. Esses eram os meus projetos, mas Deus traçava outros.

Fui batizada aos seis anos, participei da catequese em preparação a primeira Eucaristia e à Crisma. Durante este processo fui envolvendo-me e participando ativamente no grupo jovem, na liturgia, etc. Até aí tudo bem, estava tudo sob controle, eu sabia o que queria ser e como seria. Até que um belo dia minha catequista de crisma decidiu ser “freira”. Isso mesmo, ela estava de malas prontas para ingressar no convento. Ao despedir-se, dirigiu-me o olhar e perguntou: “Você quer ser freira?” Fiquei desajeitada e respondi: “Não sei”. E não sabia mesmo. Não me passava pela mente ser freira. Daí em diante comecei questionar o que de fato queria para a minha vida e qual seria a minha vocação. Sentia-me bem na oração pessoal e comunitária. No entanto, percebia que meu coração estava inquieto e desejava algo mais. A partir de então comecei participar de encontros vocacionais na minha Diocese (Garanhuns-PE).

Dentre as opções de vida, senti-me tocada pela vocação Religiosa Consagrada. Inicialmente fiquei com dúvidas, porém, a vontade de viver para o Evangelho, ser toda de Deus e viver intensamente a comunhão com Ele por meio da oração que impulsionava-me buscar a consagração. Essa certeza causava uma profunda alegria e cessava a dúvida.  Dentre as várias congregações que conheci, havia as Filhas de São Paulo (Irmãs Paulinas). Encantei-me pela Espiritualidade e a Missão de viver e anunciar o Evangelho de Jesus Cristo Caminho, Verdade e Vida com os Meios de Comunicação Social. As Irmãs Paulinas alcançaram-me por meio do folheto litúrgico “O Domingo” pelo qual acompanhávamos a missa celebrada uma vez ao mês em minha comunidade.  Amar a vida e a comunicação era o convite impresso no folheto. E como geralmente temos uma mediação, não foi diferente comigo, meu tio Manoel, hoje seminarista dos padres e irmãos Paulinos, mostrou-me a chamada vocacional.

A espiritualidade Paulina nasceu da Palavra e da Eucaristia e apresenta Jesus como o Mestre, o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14,6) e alcança o ser humano na sua integralidade atingindo suas faculdades: mente, vontade e coração, causando mudança de vida. Temos São Paulo Apóstolo como modelo e inspiração no seguimento a Jesus. Sua vida totalmente entregue a Cristo fez meu coração arder e querer anunciar a Palavra. Em Maria temos o modelo autêntico de discípula, aquela que melhor conheceu e seguiu seu filho Jesus. A vida do bem-aventurado Tiago Alberione e Irmã Tecla Merlo, nossos fundadores, entusiasmaram-me para também anunciar a Palavra a tantos sedentos de vida plena. Gastaram suas vidas por amor anunciando o Evangelho na Cultura da Comunicação.

Ingressei na congregação em 2003, em 2008 professei publicamente os votos religiosos, e dia 5 de dezembro deste ano confirmarei definitivamente o meu “Sim” com a graça de Deus no Carisma Paulino.

Bendigo ao Senhor pela vida, pela minha família, pelo chamado e pelas várias pessoas que colocou em meu caminho como luz e sinal de sua presença para que eu pudesse caminhar sempre com liberdade, fé e coragem.

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O valor do silêncio na vida humana espiritual

dsc00759pO ser humano em sua natureza é um ser em comunicação. Ele se comunica de diversas maneiras, inclusive através do silêncio. Vivemos na época de maior desenvolvimento da tecnologia, de mudanças rápidas, intensas e de oferta de sentidos. Uma sociedade que se movimenta velozmente, competitiva e corre contra o tempo.

É uma realidade na qual não estamos isentos. Diante de tal contexto, podemos correr o risco de nos esquecermos de uma realidade de suma importância para o ser humano, o silêncio! Sucede nos perguntar: há espaço em nosso dia a dia para um momento de recolhimento ou reflexão? Percebemos o quê ou quem está ao nosso redor? É possível silenciar em meio ao frenesi cotidiano? Penso que sim, ou melhor, faz necessário! O ser humano necessita de espaços para exercitar estar consigo mesmo, com a natureza, com Deus num processo de integração entre o humano e o espiritual. Segundo o teólogo José Tolentino Mendonça em seu livro: Pai nosso que estais na terra – o Pai-Nosso aberto a crentes e não crentes, ao falar sobre o cotidiano da necessidade do ser humano de estar consigo mesmo diz que só estando presentes a nós próprios é que nos apropriamos da nossa caminhada interior. É tão fácil tornamos-nos desconhecidos. Basta não estar.

Ao fazermos memória bíblica, temos a chance de encontrar passagens em que Deus se manifesta também no silêncio. Podemos constatar em Reis 19,9-12, por exemplo, que Elias procura salvar sua vida e vai até a montanha, o Monte Horeb, e lá encontra Deus, ou melhor, Deus se deixa encontrar por Elias, não em meio ao terremoto ou ao fogo, trovões e outros barulhos, mas na tranqüilidade da brisa suave. A experiência do encontro com o Deus foi tão forte para o profeta, que ele se sentiu indigno de levantar o rosto e fixar-lhe o olhar. Assim, Elias escuta com profundidade as palavras que lhe são dirigidas e retoma o caminho em direção ao deserto de Damasco assumindo a missão que lhe foi confiada.

Seja em uma livraria, numa banca de revista ou biblioteca, é comum encontrarmos os mais variados títulos com técnicas de meditação, oração, relaxamento mental, corporal e assim por diante. Ao mesmo tempo em que constatamos esse fenômeno em nosso cotidiano, notamos a busca do silêncio, da meditação e do desejo de saborear a vida com consciência e qualidade. Esse paradoxo é encontrado nos diversos âmbitos da vida: seja familiar, pessoal, acadêmico, profissional, eclesial… A Igreja não mede esforços para promover o encontro do ser humano consigo mesmo, com Deus, com o próximo e com a natureza por meio de retiros, encontros, leituras, a própria liturgia possibilita tais encontros. O silêncio em Deus nos convida a olhar a vida com os “olhos de Jesus.”

Uma das grandes místicas contemporânea, Madre Tereza de Calcutá, nos ajuda a colher de forma simples a importância do silêncio para nossas vidas: o fruto do silêncio é a oração; o fruto da oração é a fé; o fruto da fé é o amor; o fruto do amor é o serviço; e o fruto do serviço é a paz.

Ir.  Leonete de Sousa Carvalho, fsp

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A VIDA RELIGIOSA CONSAGRADA EM SION, UM TESTEMUNHO DE VIDA

vida consagradaPrimeiro, quero agradecer ao professor Thiago por nos ter convidado para partilhar com vocês sobre algo que vivemos e não sobre algo que meramente aprendemos ou lemos a respeito. De fato, a vida religiosa consagrada em sua essência diz respeito ao ser e não ao ter. Somos chamadas pelo próprio Deus a ser totalmente dEle, a estar com Ele e viver para Ele, sempre com os outros no mundo. Esse chamado é algo muito íntimo e pessoal mas ao mesmo tempo comunitário, pois somos chamadas individualmente, de maneira única – não há uma história vocacional igual à outra – e enviadas a serviço de outros, da humanidade. Também somos chamadas a viver em comunidade, com pessoas totalmente diferentes de nós: seja pela idade, por costumes familiares, culturais, religiosos e até mesmo por idiomas diferentes. Portanto, não escolhemos com quem vamos morar nem onde iremos, e isso é causa de nossa alegria. Por outro lado, é um dos nossos maiores desafios também. A vida comunitária nos dá muita alegria porque, embora sejamos todas diferentes conseguimos abraçar um mesmo ideal: seguir Jesus Cristo e servir ao próximo a partir de um dom comum, o carisma que vivemos, ou seja, a intuição do nosso fundador ao iniciar nossa Congregação. É encantador como que pessoas tão diferentes que somos consigamos conviver e partilhar as nossas alegrias e dificuldades, importar-nos umas com as outras, cuidar e amar cada uma como se fosse um membro querido de nossa família. Tudo isso é possível por causa de Jesus Cristo, razão de nossas vidas e escolhas, o qual nos anima e fortalece através da oração pessoal e comunitária, de estudos da Palavra de Deus (Bíblia), partilha nas refeições, momentos de lazer, encontros formativos e retiros espirituais, enfim, em tudo o que realizamos como comunidade e a serviço do próximo. Por outro lado, também temos alguns desafios. Quando na comunidade há alguém que não consegue lidar com alguma situação difícil pela qual esteja passando, seja na família, no trabalho, na pastoral ou até mesmo devido a conflitos pessoais. Algumas vezes há desentendimentos, indiferença, egoísmo, rixas, o que ocorre em qualquer agrupamento humano. Não nos esqueçamos de que não deixamos de ser humanas, portanto, todas temos limitações, pecados, defeitos como qualquer pessoa. É claro que temos maior responsabilidade de nos reconciliar e de voltarmos à harmonia pelo fato de termos recebido muita formação humana, cultural e espiritual e de nos propormos a isso. É importante lembrar que não somos “de ferro” nem anjos, mas seres humanos, portanto, limitadas. Somos chamadas à santidade e estamos a caminho dela. Outras alegrias e outros desafios também ocorrem em nossa missão. Às vezes somos aceitas, compreendidas, aplaudidas, desejadas, amadas, reconhecidas, mas outras vezes poderemos ser perseguidas, julgadas, mal interpretadas e até mesmo, assassinadas, como foi nosso Mestre Jesus. Tudo isso faz parte da vida de um (a) consagrada que vive intensamente sua missão e não tem medo de ser fiel a Deus e às suas convicções até as últimas consequências. Mas, em tudo isso, somos mais que vencedores (as) porque acreditamos no poder da Ressurreição e da Vitória do Bem sobre o mal. Assim como Jesus passou pela vida fazendo o bem, foi feliz e fez tanta gente feliz, embora no final de sua missão tenha sido crucificado numa cruz, seus seguidores (as) podem ter uma vida e um destino semelhantes, embora não necessariamente. A Vida Religiosa Consagrada é uma vida de amor, no amor e para o amor. Só assim tem sentido responder sim a este chamado, já que Aquele que nos chamou é o AMOR em si mesmo. O Amor nos transforma profundamente quando nos sentimos atraídas a nos doar totalmente, sem reservas; quando nos sentimos chamadas a anunciar as maravilhas que Ele opera em nossas próprias vidas; quando nos sentimos interpeladas a colaborar com a libertação dos outros e a promoção de suas vidas, na gratuidade e na alegria. Por isso, os votos que fazemos de vivermos na Pobreza, no Celibato Consagrado e na Obediência não são limites para nós, mas liberdade. Somos libertadas do consumismo exacerbado, da ganância, do ter pelo ter, do acúmulo, das preocupações com o que é passageiro, do apego aos bens materiais etc… porque pomos tudo em comum. Temos tudo ao nosso dispor e não temos nada ao mesmo tempo que venha a nos prender, como casa, carro, terrenos, etc. Tudo é nosso, nada é meu. “A pobreza (…) exige partilha”1 . Nosso fundador Teodoro Ratisbonne já dizia: “Quando se tem amor, tem-se tudo”. Temos consciência que recebemos de Deus todas as coisas e que Ele é nossa riqueza e nosso tudo2 . Somos livres para amar, sem exclusivismos, a todos que fazem parte de nossas vidas e que conhecemos ao longo de nossa caminhada. Somos livres para acolhermos os outros com amor sem egoísmos e somos solidárias com todos os que se esforçam para serem fiéis ao seu próprio compromisso de amor3 . Por este voto “renunciamos livremente à intimidade das relações humanas do casamento e da maternidade e assumimos o dever de observar a castidade própria da vida religiosa”4 . Isso não significa que optamos por uma vida sofrida, sem graça ou triste, pelo contrário, de nós se espera muita alegria e fecundidade de tal modo que geremos vida em abundância, assim como Cristo casto também gerou. Somos livres para obedecer a Deus por meio das interpelações que a Congregação nos faz, em nome da missão e por meio de nossas lideranças. Assim, não nos prendemos a determinadas pessoas e determinados locais caso formos chamadas a mudar para outra localidade e recomeçar tudo de novo. É necessário exercitar em nós mesmas a disponibilidade, fruto de um verdadeiro amor. Dizia constantemente nosso fundador: “A vida religiosa é uma vida de amor e de obediência… obedecer é amar – é tão gratificante ter apenas uma vontade, um pensamento com aquele que se ama”5 . O Papa Francisco nos recorda que ser religioso (a) é ter a coragem de ir contra a corrente da cultura eficientista onde tudo é descartável. E acrescenta: é o encontro, o acolhimento, a solidariedade e a fraternidade que tornam nossa civilização verdadeiramente humana6 . Somos chamados (as) a construir essa civilização a partir de nossa doação total a Deus a serviço dos irmãos e irmãs. Portanto, sem mérito nenhum meu, mas reconhecendo que na minha vida tudo é Graça divina, sou uma Irmã de Sion feliz e não me arrependo deste Sim que dei ao chamado do Senhor desde 1996 quando pronunciei publicamente meus Primeiros Votos. Contamos muito também com a oração e o apoio de vocês para nos mantermos fiéis até o fim a esse chamado. Obrigada!

Ir. Maria Jilvaneide dos Santos, nds, aos alunos da 1ª série do Ensino Médio do Colégio Sion – Rio de Janeiro, 20 de agosto de 2015.


1 Cf. Pensamentos Fundamentais do Padre Teodoro, p. 17.

2 Cf. Constituições da Congregação Nossa Senhora de Sion n. 32.

3 Cf. Constituições da Congregação Nossa Senhora de Sion n. 28-29.

4 Cf. Constituições da Congregação Nossa Senhora de Sion n. 31.

5 Cf. Pensamentos Fundamentais do Padre Teodoro, p. 19.

6 Cf. ALEGRAI-VOS. Carta circular aos consagrados e às consagradas, n.31, p. 37.

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Encontro Vocacional Rio de Janeiro – Fotos

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